O Caipira na Cultura Brasileira

NAVEGUE PELA HISTORIA CAIPIRA

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O caipira foi estigmatizado por Monteiro Lobato, que conheceu apenas o caipira caboclo, tomando-o como paradigma e protótipo de todos os caipiras.

O cineasta Amácio Mazzaropi criou uma personagem, nos anos de 1950, que fez muito sucesso no cinema brasileiro: o Jeca, inspirado no caipira branco (Mazzaropi tinha ascendência italiana).

O cartunista Maurício de Sousa também tem um personagem caipira nas histórias da Turma da Mônica que é o Chico Bento: um menino caipira que representa o confronto da cultura caipira com a urbanização do Brasil. Notável é o fato de as falas nas historietas em quadrinhos do "Chico Bento" serem escritas no dialeto caipira, em vez do português culto.

O caipira foi retratado com precisão e maestria pelo pintor José Ferraz de Almeida Júnior nas suas obras-primas "caipira picando fumo" e "violeiro".

O maior estudioso do caipira foi Cornélio Pires que compreendeu, valorizou e divulgou a cultura caipira nos centros urbanos do Brasil. Cornélio Pires em sua obra Samba e Cateretês, registrou inúmeras letras de música caipiras, que ouviu em suas viagens, e que, sem esta obra, teriam caído no esquecimento. Cornélio Pires registrou também a influência da imigração italiana entrando em contato com o caipira. Cornélio Pires também registrou os termos caipiras mais usados em seu "Dicionário do Caipira" publicado na obra "Conversas ao pé do Fogo".

Cornélio Pires foi o primeiro que lançou, em discos de 78 Rpm, a música caipira, hoje chamada de "música de raiz", em oposição à música sertaneja, e produziu cerca de 500 discos em 78 rpm.

Notas e referências

  1. Ir para cima Outros sinônimos são: araruama, babaquara, babeco, baiano, baiquara, beira-corgo, beiradeiro, biriba, biriva, botocudo, brocoió, bruaqueiro, caapora, caboclo, caburé, cafumango, caiçara, cambembe, camisão, canguaí, canguçu, capa-bode, capicongo, capuava, capurreiro, cariazal, casaca, casacudo, casca-grossa, catatuá, catimbó, catrumano, chapadeiro, curau, curumba, groteiro, guasca, jeca, macaqueiro, mambira, mandi, mandim, mandioqueiro, mano-juca, maratimba, mateiro, mixanga, mixuango, muxuango, mocorongo, moqueta, mucufo, pé-duro, pé-no-chão, pioca, piraguara, piraquara, queijeiro, restingueiro, roceiro, saquarema, sertanejo, sitiano, tabaréu, tapiocano, urumbeba e urumbeva.

Bibliografia

  • CÂNDIDO, Antônio, Os parceiros do Rio Bonito, Editora José Olympio, São Paulo, 1957.
  • CHIACHIRI FILHO, José, Do Sertão do Rio Pardo a Vila Franca do Imperador, Franca, Ribeirão Gráfica, 1986.
  • MARCONI, Marina de Andrade, Linguagem na Região de Franca, UNESP, Franca, 1991.
  • MOMBEIG, Pierre, Pioneiros e fazendeiros de São Paulo, Editora Hucitec, São Paulo, 1983.
  • MONTEIRO LOBATO, José Bento de, Urupês, Editora Monteiro Lobato e Cia., São Paulo, 1923.
  • NEPOMUCENO, Rosa, Música Caipira, da roça ao rodeio, Editora 34, 1999.
  • QUEIROZ, Renato da Silva, Caipiras Negros no Vale do Ribeira, Editora da USP, 1983.
  • PIRES, Cornélio, Conversas ao pé do fogo, IMESP, edição fac-similar, 1984.
  • PIRES, Cornélio, Sambas e Cateretês, 2º edição, Editora Ottoni, Itu, São Paulo, 2004.

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