Operação mira organização que desviou R$ 1,5 bilhão em criptomoedas

Publicado em 05/07/2021 – 11:35 Por Priscilla Mazenotti – Repórter da Rádio Nacional – Brasília

Um bilhão e meio de reais. Esse é o valor em criptomoedas que uma organização criminosa em Curitiba teria desviado de sete mil credores. O grupo foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta segunda-feira, a Operação Daemon, que apura crimes como estelionato, lavagem de dinheiro, além de delitos contra a economia popular e o sistema financeiro nacional. Foram cumpridos cinco mandatos de prisão e 22 de busca e apreensão. As investigações começaram em 2019, quando a Polícia Civil do Paraná recebeu denúncias de vítimas. Os investigados eram responsáveis pelo controle de três corretoras de criptomoedas e passaram a atrair clientes para que investissem recursos pessoais nas plataformas do grupo empresarial. Essas atividades, segundo a polícia, foram feitas com aparente legalidade, mas justamente em 2019, eles disseram que haviam sido alvo de um ataque cibernético. Com isso, os saques de valores das plataformas das corretoras foram bloqueados. Uma investigação sobre esse suposto ataque hacker chegou a ser instaurada, mas o grupo atrasava as investigações, não passava informações nem documentos. Ao mesmo tempo, prometia o ressarcimento aos clientes lesados. Esses débitos não foram pagos. Ai, o grupo, de responsável pelo inquérito passou a ser investigado por autoria dos crimes. Com o aprofundamento das investigações, foi constatado que o grupo empresarial teria operado esquema de pirâmide financeira. As investigações apuraram ainda que o líder desse grupo já havia sido condenado na Suíça pelos crimes de estelionato e falsificação de documentos. Um detalhe divulgado pela polícia é que, segundo a PF, os valores movimentados não correspondiam à realidade. Os clientes, quando consultavam as plataformas virtuais das corretoras, os clientes acompanhavam uma suposta posição de seus investimentos que, na verdade, estavam sendo empregados de maneira indevida, para o enriquecimento dos gestores. Com isso, os clientes acreditavam que estavam realizando operações nas corretoras e obtendo lucros diários e garantidos.

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